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Wildfire
Por Michael Haederle

Perigo de Vento

Pesquisadores da UNM recebem subsídio de US $ 3.7 milhões para explorar os perigos ocultos da fumaça do incêndio florestal

Pesquisadores da Universidade do Novo México receberam financiamento federal para estudar como a exposição à fumaça de incêndios cria sinais de envelhecimento prematuro no cérebro – e procurar maneiras de inibir o processo.

Graças a uma doação de US$ 3.7 milhões por cinco anos do Instituto Nacional sobre Envelhecimento e a Instituto Nacional de Ciências da Saúde Ambiental, uma equipe multidisciplinar liderada por Matthew Campen, PhD, MSPH, professor de regentes na Faculdade de Farmácia da UNM, investigará como as partículas de fumaça inaladas viajam dos pulmões para corroer a barreira hematoencefálica.

“Tivemos incêndios florestais que estão ficando cada vez piores”, diz Campen. “Estávamos preocupados com as mudanças agudas que afetam o cérebro, como neuroinflamação e perda da barreira hematoencefálica. Quais são os impactos a longo prazo? Poderia promover a doença de Alzheimer e outras formas de demência?”

O estudo combinará a experiência de Campen no estudo dos efeitos cardiovasculares de poluentes inalados, com a do pesquisador de Alzheimer Kiran Bhaskar, PhD, professor associado do Departamento de Genética Molecular e Microbiologia, e Mark McCormick, PhD, professor assistente no Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular, que estuda a biologia do envelhecimento. O projeto também inclui colegas da Virginia Commonwealth University e da Florida International University.

Uma questão-chave tem a ver com o papel da inflamação em fazer com que as células envelheçam prematuramente e se tornem “senescentes”, diz Campen.

 

Matthew Campen, PhD
O envelhecimento celular em si pode ser avançado por tudo isso porque você está adicionando combustível ao fogo quando suas células se tornam senescentes
- Mateus CampenDoutorado

“O envelhecimento celular em si pode ser avançado por tudo isso porque você está adicionando combustível ao fogo quando suas células se tornam senescentes”, diz ele. “Eles começam a se tornar inflamatórios. “Achamos que as células senescentes começam a liberar citocinas inflamatórias que fazem com que outras células próximas se tornem senescentes. A fumaça do incêndio pode aumentar isso?”

Campen e colegas relataram recentemente que partículas microscópicas de fumaça de madeira podem viajar centenas de quilômetros e, quando inaladas, causar efeitos tóxicos no cérebro, mesmo que não sejam suficientes para desencadear sintomas respiratórios. Os riscos são significativos.

“Você pensa nos milhões de pessoas no oeste dos EUA que foram expostas”, diz Campen. A exposição pode estar provocando impactos de curto prazo, como depressão e ansiedade, e efeitos de longo prazo, como a perda do envelhecimento saudável no cérebro, diz ele.

A pesquisa também sugere que a exposição a longo prazo a partículas pode ajudar a explicar o número crescente de casos de demência em americanos mais velhos.

“Desde 1970, fizemos um ótimo trabalho na redução da poluição do ar”, diz Campen. “Mas os que estavam vivos naquela época são mais velhos e enfrentam demência. Não sabemos quanto de risco incorremos como resultado disso e quanto de risco ainda estamos enfrentando como resultado desses outros poluentes”.

Campen apressa-se a acrescentar que o estudo não é só desgraça e melancolia.

“Um dos lados positivos de nossa doação é que estamos analisando certas intervenções para ver se podemos inibir alguns dos efeitos no envelhecimento do cérebro”, diz ele.

Uma abordagem se concentra no resveratrol, um composto antioxidante natural encontrado nas cascas de uvas e mirtilos que parece proteger o revestimento dos vasos sanguíneos. Cérebros mais velhos não metabolizam o resveratrol tão bem quanto os mais jovens, então os pesquisadores vão ver se combiná-lo com outra droga aumentará seus efeitos.

Outro braço do estudo se concentrará em “senolíticos”, drogas que removem células senescentes antes que elas tenham a chance de desencadear efeitos inflamatórios em seus vizinhos. A remoção de células danificadas do cérebro “fortalece o rebanho”, diz Campen.

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