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Por Michael Haederle

Detetives Genômicos

Cientistas da UNM estudam variações do coronavírus em busca de pistas sobre o que vem a seguir

Como o novo coronavírus - conhecido pelos cientistas como SARS-CoV-2 - se reproduz, aparecem variações em seu código genético. Acumulando-se com o tempo, essas mudanças são como impressões digitais, deixando um rastro revelador de pistas sobre onde o vírus esteve e para onde pode estar indo.

Os cientistas da Universidade do Novo México, Darrell L. Dinwiddie, PhD, e Daryl Domman, PhD, são desempenhando o papel de detetives genômicos tentando desvendar o caso.

Eles fazem parte de um consórcio nacional recém-formado de universidades de pesquisa e departamentos de saúde pública que buscam rastrear a doença. Denominado SARS-CoV-2 SPHERES, o programa é patrocinado pelo Centro Nacional de Doenças Infecciosas Emergentes e Zoonóticas (uma filial dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças) como uma forma de reunir informações cruciais sobre o vírus.

Dinwiddie, um professor assistente no Departamento de Pediatria da UNM, tem sequenciado centenas de amostras de coronavírus obtidas do Departamento de Saúde do Novo México e do Laboratório de Saúde Pública de Wyoming em seu laboratório de genômica molecular nas últimas semanas.

"Recentemente, completamos os primeiros 48 genomas do Novo México", diz ele. "Há fortes indícios de que a maioria das primeiras infecções no estado foram relacionadas a viagens de todo o mundo."

Dinwiddie tem colaborado na análise com Domman, PhD, professor assistente no Departamento de Medicina Interna. “Ele faz muito do que chamamos de epidemiologia genômica”, diz Dinwiddie, acrescentando que Doman tem experiência no seguimento de surtos de cólera em todo o mundo. "Estamos usando métodos muito semelhantes para investigar o SARS-CoV-2."

O novo genoma do coronavírus é codificado em fitas de uma molécula chamada RNA. Pequenas mudanças na sequência de nucleotídeos na fita fornecem informações sobre o quão intimamente relacionada uma amostra viral é para outra.

Cientistas como Dinwiddie e Domman estão trabalhando arduamente para construir uma biblioteca dessas amostras para criar uma árvore genealógica viral.

Uma análise preliminar de amostras coletadas no Novo México sugere que houve várias introduções do vírus no estado, o que é consistente com os primeiros relatos de casos entre pessoas que viajaram para o exterior ou para o país.

"Também podemos dizer a partir da análise genômica inicial que a maioria das amostras são mais semelhantes às cepas vindas da Europa ou de Nova York", diz ele. "Não estamos vendo muitos parentes próximos aos da China."

A variação genômica na reprodução viral é um processo natural. "Para o SARS-CoV-2 S, a taxa de mudança genômica tem sido bastante estável", diz Dinwiddie. "Sabemos a rapidez com que muda. Com base nessas informações, podemos fazer previsões sobre o quão longe as diferentes amostras foram."

As amostras virais são retiradas de esfregaços nasais coletados de pacientes com teste positivo para infecção por coronavírus. Eles são tratados por meio de procedimentos de biossegurança e inativados para que não sejam mais infecciosos, diz Dinwiddie.

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